Outro dia, em um supermercado, um pai, aparentando mais ou menos 35 anos, esmurra, no rosto, o filho de 4 ou 5 anos.
A segunda cena é a de outro pai, aproximadamente de 25 anos: dá um forte chute no filho, talvez de 3 anos, atirando-o à distância de onde se encontrava.
Na terceira cena um pai, provavelmente ao redor de 55 anos de idade, grita, aos palavrões, que, dará um “murro na cara” do menino, 12 ou 13 anos, caso não faça alguma coisa que lhe pedira.
A violência dessas cenas, infelizmente bastante comuns, choca. A diferença de tamanho entre agressor e vítima é outra característica que chama a atenção.
Lamentavelmente muitos casais e outros familiares incorporaram à sua rotina formas de comunicação em que predominam palavras ásperas, amedrontadoras e também o abuso físico. Nesses casos, não se consegue evitar a reprodução, em relacionamentos primários, de padrões de “comunicação” que são observados em transportes coletivos, em ambientes de trabalho e que são assimilados através de cenas de violência em filmes, na TV e na internet.
Para superar esse dado da cultura é necessário dar alguns passos: deixar de lado formas de comunicação destrutivas e aprender a desenvolver novas atitudes que podem ajudar na construção de personalidades sadias.
Ainda mais, se os membros de qualquer família ou grupo de pessoas que partilham a vida e o mesmo compromisso estão dispostos a fazer algo, por pequeno que possa parecer, para tornar o mundo melhor, devem fazer isso no trato diário com os que lhe são mais próximos. Especialmente com os pequeninos!
“E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor” (Bíblia Sagrada, ERAB, Efésios 6.4).
(Adaptado de 365 dias com Deus, São Paulo, Editora Cedro, 2010.)
