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"O cuidar é universalmente humano. Ninguém pode cuidar de si mesmo em todas as situações. Ninguém pode, até mesmo, falar a si próprio sem que lhe tivesse sido falado por outrem" (Paul Tillich).


11 de julho de 2011

FELIZES OS QUE CONSTRÓEM A PAZ!

O tema da paz é recorrente nas Escrituras. O significado de paz na Bíblia está associado a termos como integralidade, salvação, harmonia, cura, unidade, plenitude de vida, bem estar completo. Estar em paz é viver em relacionamento harmonioso e justo com o Criador, com o próximo, com o mundo criado e consigo mesmo. Por outro lado a paz confere qualidade e conteúdo a esses relacionamentos. Além disso, nas Escrituras há relação estreita entre a paz e a justiça (Salmos 72.3-4). Não há paz sem justiça!

A paz não é apenas a paz íntima, a paz dentro de nós, mas, também, a paz entre nós. É atitude de vida a ser vivida no cotidiano e a ser trabalhada, pacificamente, também no plano político.

Assim como, segundo o Antigo Testamento, Deus se compromete pelo restabelecimento da paz, os seguidores de Jesus são chamados a serem pacificadores, isto é, fazedores da paz. Quer dizer, atuar para que relacionamentos humanos, ordenamentos sociais e esse “lado do céu”, nosso mundo, seja um lugar de paz com justiça.

Entretanto, a realidade em que vivemos é experimentada como o oposto de uma ordem caracterizada pela paz bíblica. Nós humanos nos afastamos do valor da paz e nos tornarmos, assim, também vítimas desse afastamento. O surgimento da chamada “cultura da paz” depende de nos devotarmos a esse ideal. A ausência da paz assume a forma não apenas de guerras entre grupos e nações, mas, igualmente, na falta de um sistema social que humanize a vida. A ausência de paz entre os seres humanos cria inimizades, rancores e produz seus efeitos por gerações.

Como podemos ser pacificadores? A lista de ações é imensa e pode ser completada individualmente. Arriscamos uma relação de coisas que podemos fazer como fruto de nossa espiritualidade calcada na paz:

1) manter a fé no Criador e nas forças de vida; 2) nos inteirarmos dos acontecimentos em nosso lugar e no mundo; 3) fazer do esforço pela paz algo rotineiro e não ocasional; 4) denunciar obstáculos ao caminho da paz; 5) participar de esforços cidadãos em comunidades que promovam a paz em sua extensão social; 6) desenvolver atividades em igrejas e grupos de comunidades em que nos eduquemos, que eduquem crianças, jovens, idosos na perspectiva da paz; 7) aprender a aceitar e a relacionar-se com as pessoas que pensam diferentemente de nós.

Ronaldo Sathler-Rosa

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