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"O cuidar é universalmente humano. Ninguém pode cuidar de si mesmo em todas as situações. Ninguém pode, até mesmo, falar a si próprio sem que lhe tivesse sido falado por outrem" (Paul Tillich).


24 de outubro de 2011

REINVENTAR O ESTADO? UMA CONTRIBUIÇÃO TEOLÓGICO-PASTORAL

O cuidado pastoral de sistemas políticos requer que a participação cristã na política vá além do voto nas eleições. As crises no mundo, a indignação generalizada diante da corrupção e de outros mal-feitos exigem transformações estruturais, além da mudança de hábitos de políticos profissionais e dos indivíduos.

Durante o VII Simpósio sobre Política e Religião realizado na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia em Belo Horizonte, MG, nos dias 19 a 21 de outubro de 2011, apresentei trabalho sobre o tema acima mencionado, cujo resumo segue abaixo. O texto completo está disponível nos Anais em CD-R, disponível nas livrarias Paulinas ou Loyola.

O trabalho oferece reflexão sobre o papel do Estado. Alinha elementos que fundamentam uma teoria teológico-pastoral do Estado.

O contexto da discussão sobre o papel do Estado situa-se na questão mais ampla da relação entre cristianismo e política. Essa relação tem sido descrita, historicamente, em termos de, pelo menos, três aproximações. A primeira tende a dominar a política por meio dos ensinamentos da fé cristã, fazendo da teologia a fonte de autenticação do poder político. Referência desse posicionamento é o pensamento de Santo Agostinho (354-430) exposto na célebre obra Cidade de Deus (413-426).

A segunda aproximação tem na Summa Teológica de Santo Tomás de Aquino (1225-1274) um sistema teológico norteador de outro direcionamento acerca das relações Igreja e Estado. Identifica alguma autonomia entre os poderes representados pela instituição eclesiástica e pelo Estado.

Com Tomas Hobbes (1588-1679) e John Locke (1632-1704), durante o tempo de revolução inglesa do século XVII, surge o Estado liberal moderno. Marca, então, a terceira aproximação entre Igreja e Estado. O Estado não depende, para sua legitimação, de fundamentação teológica.

O texto revisita estudo do teólogo Karl Barth que analisa o papel do Estado e as semelhanças e diferenças entre Igreja e Estado.

Ronaldo Sathler-Rosa

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