A adolescência é a fase da busca de identidade. Sem nos preocuparmos com as diversas classificações da literatura sobre as idades abrangidas por essa fase da existência, tomamos como referência pessoas entre 14 e 18 anos, aproximadamente.
A adolescência tem sido considerada uma fase decisiva para o encontro do equilíbrio emocional. Trata-se da transição entre infância e idade adulta. Transições são, em geral, pontos de virada que alteram padrões de estabilidade. Além disso, a adolescência é período crucial para as escolhas profissionais, apesar das mudanças sociais e das novas possibilidades profissionais do mundo do trabalho. Surgiram, por exemplo, as “segundas profissões ou vocações” em fases posteriores da vida.
Adolescência é período de transformações psicológicas e biológicas. Passa-se do estágio do “sou o que me é dado” que marca, genericamente, a infância, para a fase do “sou eu e não vocês”, em referência a pais e a mães ou outros adultos. É claro que a qualidade do ambiente da infância e as interações entre adultos e crianças exercem considerável influência nas atitudes e escolhas da adolescência.
Questão chave a “resolver” nesta fase é “quem sou eu?”. A busca da identidade caminha lado a lado com a procura do “que devo fazer” para ser reconhecido no mundo. Essas questões têm sido assumidas como padrões nesse estágio do evolver da personalidade, apesar de estarem sujeitas a variações culturais e pessoais.
O ponto que julgamos essencial é: como conviver com adolescentes de forma a contribuir, positivamente, em sua formação para a liberdade, para o cuidado com a vida e para a responsabilidade?
Para isso é fundamental conhecer os processos internos que se desenvolvem na adolescência. Geram comportamentos considerados, frequentemente, estranhos e hostis. Se devidamente compreendidos esclarecem muitas dificuldades relacionadas ao convívio com adolescentes. O convite a pessoas que queiram atuar como seres em formação junto a adolescentes é que façam desse convívio oportunidade de aprendizado e conhecimento mútuos.
A meta é contribuir para que as futuras gerações sejam constituídas de pessoas que semeiem o bem. Que sejam portadores de valores que inspirem outros a cuidar e cultivar a vida, dom do Criador e tarefa nossa. Ademais, sempre é bom lembrar a sabedoria das Escrituras: “Ensina a criança no caminho que deve andar, e mesmo quando for velho não se desviará dele” (Bíblia de Jerusalém, Provérbios 22.6).
